Preconceitos

Pelo Dicionário Aurélio, preconceito é definido como "conceito ou opinião formados antecipadamente, sem maior ponderação ou conhecimento dos fatos; idéia preconcebida, superstição, crendice, prejuízo".

A Psicoterapia, a psiquiatria e a medicação psicoativa (medicamentos psiquiátricos), principalmente após o evento da TARJA, sofrem com a questão do preconceito.

Muitas vezes é dito pelo leigo, mesmo pessoas educadas e cultas que psicoterapia é para "loucos", que medicação psiquiátrica deixa "dopado" que "medicação tarja preta vicia", diz-se ainda que "se fica dependente do terapeuta" e outras menos mencionadas.

Veja bem, psicoterapia é um trabalho de psicorreeducação que exige um bom grau de disponibilidade das funções psíquicas, coisa que o popularmente dito louco (esquizofrênico descompensado) não tem. Logo psicoterapia como tal, um trabalho de ponto e contraponto, não pode ser desenvolvido de forma satisfatória com um ser humano com funções psíquicas desintegradas, logo não é verdade que psicoterapia seja "coisa para loucos".

A medicação psiquiátrica deixa "dopado" (o termo, como quer dizer o leigo, seria "sedado"), não é correto, pois é muito raro que se necessite sedar um paciente em tratamento ambulatorial, o uso de sedativos fica restrito a casos de agitação psicomotora e riscos de agressão a si e a terceiros.

A medicação psiquiátrica usada em paralelo com a psicoterapia está mais relacionada a estados de ansiedade disfuncional, estados de pânico, insônia, transtorno obsessivo compulsivo, estados maníacos, casos de depressão e ainda em déficit de atenção com ou sem hiperatividade, ou ainda estabilizadores de humor, os quais impedem que você um dia esteja bem e em outros mal.

Nenhum destes medicamentos, adequadamente usados, "dopa", nem "seda", nem vai causar dependência se usado dentro do padrão técnico adequado e monitorado.

Eventualmente, é verdade que apresentam algum tipo de efeito colateral, os quais são passiveis de manejo, com frequência desaparecem e ficam sob análise da relação custo benefício.

"Tarja preta vicia". Se for usado por longo tempo, sem orientação médica periódica, vai gerar dependência mesmo, tanto psicológica como física, funciona mais ou menos pelo mesmo mecanismo de dependência do álcool, onde o uso e o abuso em frequência alta e sem controle termina por levar a dependência.

Em 25 anos de Instituto Fernando Pessoa, não temos conhecimento de um caso que se possa dizer que o paciente, seguindo as regras técnicas recomendadas, tenha se tornado dependente de alguma medicação psicoativa por nós prescrita.

A automedicação é que é o grande problema, quando o paciente abandona o tratamento e fica obtendo medicação de forma incorreta, automedicando-se.

Por fim a ideia de ficar dependente de terapeuta configura uma terapia mal conduzida, pois o objetivo de um trabalho psicoeducativo (psicoterapia) é exatamente desenvolver habilidades que capacitem a pessoa agir por conta própria, de forma independente, após criteriosa análise das situações que enfrenta no dia a dia.

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